Luiz Gustavo Guimarães - Curso de Oratória

Nem na dor, nem no amor, aprenda com Humor

“Se o que está fazendo for engraçado, não há necessidade de ser engraçado para fazê-lo”. (Charles Chaplin)

Por Luiz Gustavo Guimarães dia em Falando em Público

Nem na dor, nem no amor, aprenda com Humor
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A ciência já provou que o humor contribui para o aumento da fabricação de endorfinas em nosso corpo, fortalecendo o nosso sistema imunológico, ou seja, pessoas bem-humoradas são mais saudáveis. E que o sorriso movimenta menos músculos que uma “cara fechada”, isto é, pessoas felizes aparentam ter menos idade do que, de fato, têm.

Estes dados nos mostram a importância do riso diariamente e se você também trabalha com treinamentos, pense à respeito e passe também a proporcionar isso à sua plateia, como grandes oradores, já o fazem. Para me entender melhor, vou lhe contar uma história.

Era início de 1995, minhas primeiras aulas na “5ª série E”, quando conheci um indivíduo, que assim que entrou na classe, foi capaz de algo raro, de prender a atenção de todos. Talvez pelo seu jeito de falar, pela pouca idade ou quem sabe por uma característica física, pois ele tinha no rosto algo muito peculiar, um nariz. Mas não era qualquer nariz, era o “senhor Nariz”, rs.

Meu querido leitor, falo do nariz deste professor, porque ele mesmo se zuava à respeito disso, e só para ter ideia do tamanho, até seu nascimento, os médicos acreditavam que seria parto de gêmeos.

Claro, não seria ético da minha parte, citar o seu nome, sendo assim, adotarei um nome fictício, vou chama-lo de Pablo, ok?

Pois bem, Pablo, chamou a atenção logo de cara, assim que se apresentou à nossa turma, com seus vinte e poucos anos, falando com a gente, não como professor, mas como um irmão mais velho ou amigo, brincando e dizendo que sabia como era chata a primeira semana de aula pra gente, pois meninos e meninas se arrumavam para causar uma boa impressão e tudo isso era em vão, quando era preciso encarar um ônibus lotado para chegar à escola e perceber que o gel já escorria pela testa, que o perfume já se misturava com o suor dos demais passageiros e que a tia gorda parada na sua frente não desceria nos próximos pontos, ela continuaria ali, apenas com o intuito de dificultar sua passagem. Na hora pensei: “Pô, este cara sabe das coisas, rs”.

Graças à sua descontração, em pouco minutos de “aula”, já havia ganhado a turma toda, principalmente quando disse: “Vamos lá, caderno e canetas guardados, pois escrever no primeiro dia de aula é um saco, vamos conversar”. Um amigo virou e disse: “Cara, este professor é um gênio”.

E de fato era, suas aulas eram as mais esperadas. Ele sempre tinha piadas e histórias bizarras pra contar e servir de exemplo para aprendermos, mas não era só isso, além de pirado, era dono de uma competência ímpar, explicava muito bem e usava com maestria o humor para tornar a aula mais leve. E quando era preciso uma atitude mais séria com alguém, não pensava duas vezes, mandava sair da sala, responder uns 30 exercícios do final do capítulo e no tempo estipulado, voltar para uma chamada oral.

Tive a honra de estudar com ele também na 6ª série e nestes dois anos, aprendi muito, não só de matemática, como também, relacionamento, dedicação, profissionalismo e a importância da troca de sexo. Brincadeira, sobre profissionalismo não aprendi muito não, rs...

Brincadeiras à parte, um dos melhores professores que eu já tive. Seus ensinamentos ultrapassavam as expectativas, deixando um legado, como poucos profissionais foram capazes de deixar. O mais importante é que muitos dos seus exemplos me acompanham até hoje e mesmo com características diferentes, sempre que posso, utilizo o humor nas aulas, palestras e treinamentos, tentando ao máximo, também servir de exemplo aos que assistem as minhas aulas.

Creio que pelo fato de fazer apresentações de humor (stand up comedy), hoje eu consiga passar esta descontração de maneira mais natural, isso não significa que eu seja o “professor engraçadão”, mas procuro “quebrar o gelo” falando mal de mim mesmo, usando exemplos bem humorados, carisma, dinâmicas de grupo, mágica, malabares, etc. Tais artifícios são capazes de tornar o aprendizado mais produtivo e isso faz com que o cérebro trabalhe em equilíbrio entre seus hemisférios, direito e esquerdo (emocional e racional, respectivamente), mantendo assim o conhecimento por muito mais tempo.

E para concluir este texto, um último exemplo que pode deixar mais claro como aprendemos com humor, algo que aprendi com o seriado “Chaves” (há muitos anos), me surge à mente sempre que ouço alguém dizer: “... então, foi eu, a Bruna e o Rodrigo...” – Frases como esta me fazem pensar: “Caramba, esta pessoa nunca assistiu Chaves? Será que ela nunca ouviu o Prof. Girafales dizendo: - ‘O burro vai na frente’. - ?” E constantemente volto neste episódio, para me lembrar da forma correta de falar, deixando sempre o “eu” para o fim da frase.

Enfim, aprender com humor é possível, recomendável e sem contra indicações, pratique sem medo e sem vergonha, não precisa ser o mais engraçado do mundo, para proporcionar riso e bom humor às pessoas, basta estar disposto ou ter um nariz grande, igual o Pablo, rs. Obrigado pela atenção, sucesso e sorrisos.

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Sou Gustavo Guimarães e espero ter passado uma outra forma de cativar as pessoas que aprendem contigo. Se acredita que pode ser útil à mais alguém, compartilhe por gentileza.

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